quinta-feira, 31 de março de 2016

Tanque Novo-BA: Homem morre esmagado por caminhão.





Na manhã desta quinta-feira(31) um homem foi morto vítima de esmagamento por um caminhão no centro da cidade de Tanque Novo, BA. O acidente ocorreu na Avenida Castro Alves, próximo ao Supermercado Quality onde o agricultor Nelson Ribeiro dos Santos (60), conhecido como "COCA" estava ao lado do seu veículo uma caminhonete D-20 e, por um descuido acabou sendo esmagado por um caminhão baú de placa policial HUM 6466, licença de Vargem Alegre, MG, que trafegava na via, "que diariamente fica com a passagem apertadíssima e quase interditada por carros mal estacionados".

Após o acidente o motorista tentando evadir-se com o caminhão bateu em uma pick-up montana que estava estacionada e acabou sendo detido pelo proprietário da mesma antes da saída da cidade. O SAMU 192 foi acionado prestando os primeiros socorros à vitima que ainda estava com vida, apesar de ter seu intestino e rim expostos pelo esmagamento, conduzindo-o ao hospital municipal onde o mesmo não resistiu e veio a óbito. A PM também foi acionada e efetuou a prisão em flagrante do motorista do caminhão, que se encontra na delegacia local à disposição da justiça. A vítima era um cidadão muito conhecido e querido na cidade por estar sempre participando da programação da rádio local com pedidos musicais e mensagens de brincadeira aos amigos, ele deixa esposa e dez filhos. (Cultural FM)



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PF indicia Gleisi Hoffmann e ex-ministro Paulo Bernardo por corrupção



Senadora e ex-ministro do Planejamento foram indiciados por corrupção passiva com base nas delações de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, na operação Lava Jato


A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, anuncia o novo salário mínimo(Alan Marques/Folhapress/VEJA)

A Polícia Federal indiciou a senadora petista Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido dela, o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo, pelo crime de corrupção passiva por suspeitas de que o casal recebeu dinheiro sujo do esquema do petrolão. A senadora é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) depois de ter sido citada pelos delatores Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa. Tanto o doleiro quanto o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras apontaram a parlamentar do PT como destinatária de 1 milhão de reais, desviados da Petrobras, e repassado como doação de campanha. Na versão de Youssef, o dinheiro sujo foi entregue a um preposto da petista em um shopping de Curitiba.

Suspeitas de envolvimento da senadora e de seu marido também foram detectadas depois de a Polícia Federal e o Ministério Público terem rastreado as movimentações do advogado e ex-vereador Alexandre Romano, preso na Operação Lava Jato por indícios de operar um esquema de pagamento de propina no Ministério do Planejamento. Há evidências de que Romano recebeu 37 milhões de reais em propina de empresas do Grupo Consist em um esquema que beneficiava firmas para a prestação de serviços de informática para gestão de empréstimos consignados. Ao rastrear os pagamentos recebidos pelas empresas do Consist, os investigadores descobriram repasses do advogado Guilherme Gonçalves, que atuou em campanhas políticas do PT e da própria Gleisi, diretamente para a senadora petista.

Pelas anotações apreendidas em poder do advogado, há indícios de que o dinheiro que irrigava o esquema da Consist no Ministério do Planejamento abastecia a família de Gleisi Hoffmann. Nas anotações, mais suspeitas: "Diversos PT, PB, Gleisi". Em depoimento em inquérito da Lava Jato, Gonçalves confirmou que utilizava recursos recebidos a título de honorários advocatícios da Consist para pagar "despesas urgentes", como as de Gleisi Hoffmann. Nenhum desses débitos "urgentes", porém, foi ressarcido pelos supostos clientes ou mesmo por cobrado de volta pelo advogado.

Conforme revelou VEJA, o ex-vereador petista Alexandre Romano, conhecido como Chambinho, listou em seus depoimentos de colaboração à Justiça como petistas das mais diversas matizes - de um então ministro de Estado ao atual líder do governo na Câmara dos Deputados - embolsaram dinheiro e receberam benesses a partir de favores políticos e desvio de recursos em estatais. A força-tarefa da Operação Lava Jato escancarou o esquema de corrupção instalado na Petrobras, mas os tentáculos do propinoduto chegaram a outras esferas da administração pública, como estatais do setor elétrico, os Correios, empresa que já tinha sido o estopim do escândalo do mensalão, e instituições financeiras, como o Banco do Nordeste.

Na delação premiada de Alexandre Romano, homologada recentemente pela Justiça, há detalhes de transações escusas que, muito em breve, darão muita dor de cabeça a figuras coroadas do partido. Aos investigadores, Chambinho disse, por exemplo, como dinheiro de origem ilícita irrigou o caixa dois da campanha da senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann. Parte do dinheiro, revelou ele, saiu de um contrato milionário firmado nos Correios - estatal vinculada ao Ministério das Comunicações, comandado durante anos pelo marido da petista, o também ex-ministro Paulo Bernardo. O próprio Bernardo é citado como beneficiário de dinheiro sujo repassado pelo advogado Guilherme Gonçalves.

Em nota, a senadora Gleisi Hoffmann afirmou que "todas as provas que constam no inquérito comprovam que não houve solicitação, entrega ou recebimento de nenhum valor pela senadora Gleisi Hoffmann ou pelo ex-ministro Paulo Bernardo". "São inúmeras as contradições nos depoimentos dos delatores, as quais tiram toda a credibilidade das supostas delações. Um deles apresentou, nada mais, nada menos, do que cinco versões diferentes para esses fatos, o que comprova ainda mais que eles não existiram", declarou a petista.

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quarta-feira, 30 de março de 2016

ERA O QUE FALTAVA: SURTO DE VÍRUS DO H1N1!!!!




alerta sobre o vírus H1N1. Projeta-se com medidas simples e eficazes!





Há uma alerta, segundo os noticiários, para um provável surto de gripe lá para meados de abril. É importante informa a respeito da tomada de algumas medidas simples que podem minimizar os efeitos.

As únicas vias de acesso para o vírus da gripe são as narinas, a boca e garganta e, apesar das precauções, a epidemia é amplamente disseminada, sendo quase impossível não estar em contato com portadores do vírus.

O real problema não é tanto o contato com vírus, mas sim a sua proliferação. Enquanto estamos em boa saúde e não apresentamos sintomas de infecção da gripe A (H1N1), há precauções a serem tomadas para evitar a proliferação do vírus, o agravamento dos sintomas e o desenvolvimento das infecções secundárias.

São medidas simples, porém farão a diferença se tomadas: Lave as mãos frequentemente. Evite, na medida do possível, tocar no rosto com as mãos. Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contato com outras pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna contendo sal de cozinha.


É importante também, ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpar as narinas com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com um cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução de água morna com sal, passe nas duas narinas. Reforce o seu sistema imunitário comendo alimentos ricos em vitamina C, e por fim, beba tanto quanto possíveis bebidas quentes (chás, café e infusões, etc).

Fonte: ASCOM

terça-feira, 29 de março de 2016

Bovespa e dólar têm leve alta em dia de saída do PMDB do governo


Bolsa avançou 0,62% e moeda americana subiu 0,34% com investidores atentos à cautela do BC americano em elevar juros e ao desembarque do PMDB do governo Dilma

Movimentação da bolsa de valores, na Bovespa região central de São Paulo nesta segunda-feira (21)
Ibovespa fechou em alta de 0,62%, a 51.154 pontos, após a presidente do banco central norte-americano, Janet Yellen, afirmar que o Federal Reserve deve seguir cauteloso com a alta de juros nos EUA(Paulo Whitaker/Reuters)
O dólar e a Bovespa terminaram em leve alta nesta terça-feira, com o mercado reagindo a menores expectativas de altas de juros nos Estados Unidos e à oficialização do rompimento do PMDB com o governo.
A moeda americana terminou em alta de 0,34%, a 3,63 reais na venda, sustentada pela atuação do Banco Central. O resultado ficou distante da máxima do dia, de 3,67 reais. A divisa já havia recuado 1,51% na véspera em antecipação ao desembarque do maior partido da base aliada.
"O BC está sinalizando que quer conter a desvalorização do dólar, que vai agir quando o dólar cair demais", disse mais cedo o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva. Pela manhã, a autoridade monetária vendeu 19.520 contratos dos 20.000 ofertados, impulsionando o dólar às máximas do dia.
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Já o Ibovespa fechou em alta de 0,62%, a 51.154 pontos, após a presidente do banco central americano, Janet Yellen, afirmar que o Federal Reserve deve seguir cauteloso com a alta de juros nos EUA. Na máxima, subiu 1,8%, a 51.764 pontos.
O quadro político doméstico seguiu sob os holofotes, com o principal índice da bolsa paulista renovando a máxima da sessão após o PMDB oficializar sua saída da base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff. Em contrapartida, a confirmação do desembarque fez o dólar reduzir os ganhos.
Muitos operadores entendem que a saída do PMDB aumenta as chances do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Essa perspectiva é vista com bons olhos por muitos investidores, mas alguns ressaltam que as turbulências políticas tendem a afetar a confiança.

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Utinga-BA: Cigano é morto com golpe de faca e tem veículo incendiado no Povoado de Lagoa Bonita

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um homem cigano identificado como Anselmo Luiz Dourado Almeida, de 41 anos, foi morto com um golpe de faca na perna esquerda vindo a perfurar a veia femural. O crime aconteceu na manhã desta terça-feira (29), na zona Rural Povoado de Lagoa Bonita. De acordo com informações de populares foi visto uma Paraty prata com dois indivíduos e o Siena da vítima com outros dois indivíduos, poucos minutos depois, escutaram gritos de socorro, quando encontram o homem caído, quando entram em contato com a PM local. Ainda de acordo com informações da polícia, quando chegou ao local, a vítima já estava sem vida e o veículo Siena estava incendiado a pouca distância do local. (Blog do Léo Barbosa) 


















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quarta-feira, 23 de março de 2016

WHATSIM CONHEÇA O NOVO CHIP DO WHATSAPP CONVERSE A VONTADE DE GRAÇA.

WhatSIM: O chip do WhatsApp que permite conversar de 'graça' em todo mundo.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Zeromobile, operadora de telefonia móvel na Itália, anunciou o WhatSIM, que consiste em um chip SIM para celulares com o objetivo de permitir aos adeptos desse mensageiro conversar por texto quando e onde quiser, sem a necessidade de adquirir acesso a uma rede móvel local.
Conforme informado pelo comunicado oficial a imprensa publicado pelo PR Newswire, o WhatSIM é compatível com mais de 400 operadoras que atuam em cerca de 150 países. Ele identifica qual o serviço com melhor sinal e se conecta a ele automaticamente. Se você vai para outra cidade ou país, ele percebe a movimentação e procura novamente pela operadora mais apropriada. Todas essas mudanças ocorrem sem que você perceba.
O custo anual do WhatSIM é de € 10 (um pouco mais de R$ 30 em uma conversão direta), mas ele não deverá ter custos fixos ou pagamentos mensais. Além disso, o chip não terá data de expiração. Moradores de países que estejam encarando crises de qualquer natureza e que estejam sendo ajudados pelas Nações Unidas poderão comprá-lo pela metade do preço.
 
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Teori determina que Moro envie ao STF investigações sobre Lula.


Ministro ainda estabeleceu sigilo sobre grampos que flagram conversas do ex-presidente


NO SUPREMO - Teori Zavascki: "messianismo judicial inconsequente"
Teori Zavascki: sigilo sobre grampos(Fellipe Sampaio/SCO/STF/VEJA)
O ministro Teori Zavascki, relator do petrolão no Supremo Tribunal Federal, decretou nesta terça-feira sigilo sobre os grampos telefônicos que flagram diálogos entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também tirou das mãos do juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações decorrentes da Lava Jato em Curitiba, as investigações sobre o ex-presidente. O magistrado atendeu a recurso protocolado pela Advogacia-Geral da União.
Em pedido de liminar entregue ao STF, a AGU afirma que a decisão de Moro colocou em risco a "soberania nacional". "Tomar a decisão de divulgar o conteúdo de conversas envolvendo a presidente da República coloca em risco a soberania nacional, em ofensa ao Estado democrático republicano", diz o texto. Para a AGU, Moro "usurpou a competência do STF" ao tornar públicos os grampos envolvendo Dilma. "A decisão de divulgar as conversas da presidente - ainda que encontradas fortuitamente na interceptação - não poderia ter sido prolatada em primeiro grau de jurisdição, por vício de incompetência absoluta. Deveria o magistrado ter encaminhado o material colhido para o exame detido do tribunal competente."
Ao deferir a liminar, Zavascki salienta que o STF deve ter à sua disposição "o inteiro teor das investigações promovidas" para que possa "decidir acerca do cabimento ou não do seu desmembramento, bem como sobre a legitimidade ou não dos atos até agora praticados".
Em seu despacho, o ministro critica a publicidade dada por Moro ao conteúdo das gravações. Ele afirma que o sigilo foi levantado "incontinenti, ou seja, sem nenhuma das cautelas exigidas em lei". "A esta altura, há de se reconhecer, são irreversíveis os efeitos práticos decorrentes da indevida divulgação das conversações telefônicas interceptadas. Ainda assim, cabe deferir o pedido no sentido de sustar imediatamente os efeitos futuros que ainda possam dela decorrer e, com isso, evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da divulgação, seja no que diz respeito ao comprometimento da validade da prova colhida, seja até mesmo quanto a eventuais consequências no plano da responsabilidade civil, disciplinar ou criminal", prossegue Zavascki em seu despacho.
A decisão do ministro não afeta a suspensão da posse de Lula na Casa Civil, determinada pelo ministro Gilmar Mendes na última sexta-feira. Com o processo no STF, caberá à Procuradoria-Geral da República avaliar o conteúdo dos grampos e as provas colhidas até aqui, de modo a estabelecer se a presidente Dilma ou alguma das demais autoridades com foro privilegiado flagradas nas interceptações cometeu crime. Depois, o STF terá de decidir se desmembra os processos e devolve a Moro as ações contra alvos sem foro - o que, atualmente, é o caso o de Lula.

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terça-feira, 22 de março de 2016

Impeachment não resolve a crise porque o PMDB assume.

Impeachment não resolve a crise porque o PMDB assume, diz Marina Silva

Líder das pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2018, a ex-senadora defende a saída de Dilma Rousseff da presidência por meio da cassação pelo TSE

Marina Silva anuncia apoio ao candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), no segundo turno das eleições
A ex-senadora Marina Silva(Marcos Alves/Agência o Globo)
A ex-senadora Marina Silva, líder da Rede Sustentabilidade e candidata derrotada nas eleições presidenciais de 2014, defendeu que a solução para a crise política instalada no país é a cassação da presidente Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira, Marina disse que o impeachment "não cumpre com a finalidade de resolver a crise e de passar o Brasil a limpo", uma vez que o PMDB assumiria o governo. "A metade que patrocinou a crise estará lá, que é o PMDB. O PMDB, durante 12 anos, como irmão siamês do PT, indicou diretores para a Petrobras e tomou decisões políticas que nos levará à crise", criticou.

Líder nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2018, Marina seria a principal beneficiada com a convocação de novas eleições caso o TSE decida cassar a chapa-Dilma-Temer. Apesar disso, a ex-senadora avaliou como "precipitado" se colocar na fila de eleição. "O mais importante não é quem está à frente ou quem está atrás. É que está apenas com 16% [de pessoas que consideram que o governo Michel Temer seria "bom" ou "ótimo"] quem está querendo ser o polo que vai resolver o problema da nação", disse ao jornal.
Questionada sobre se tem medo de ter pouco apoio no Congresso Nacional, se vier a assumir a presidência da República, Marina rebateu usando as acusações feitas por Dilma durante as eleições de dois anos atrás. "Por incrível que pareça, tudo que foi projetado a mim [quando foi acusada de não ter capacidade de aglutinar apoios] agora acontece sobre quem projetou". E completou: "Se não tivermos uma atualização da politica, quem quer que seja terá dificuldade de governar. Tanto é que aqueles que ganharam com um condomínio de partidos não estão conseguindo governar."
Lava Jato - Na opinião da ex-senadora, a Operação Lava Jato "tem dado grande contribuição" ao país. Segundo ela, a política foi encarada durante esses anos "como sinônimo de ascensão econômica e social" e a operação da Polícia Federal veio no sentido de dar um basta nisso, "trazendo a Justiça para restabelecer os parâmetros legais".
Sobre o ex-presidente Lula e sua nomeação para o ministério da Casa Civil, Marina disse que, em um primeiro momento, entendeu que a decisão criou a figura do primeiro-ministro em um regime presidencialista, mas que, depois, entendeu que essa atitude foi combustível para o aprofundamento da crise. "É preciso fazer adequadamente a leitura das ruas, que tinham acabado de se manifestar, dizendo que não estão satisfeitas com o que está aí", disse.
(Da redação)

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sexta-feira, 18 de março de 2016

QUEM É SERGIO MORO? HERÓI OU INCENDIÁRIO!!. CONHEÇA A HISTÓRIA DO JUIZ QUE TIROU O SONO DE MUITA GENTE.

(Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Sergio Moro: Herói anticorrupção ou incendiário?


Há dois anos a maior parte dos brasileiros nem sabia quem era Sergio Moro.

Hoje, as milhares de pessoas que têm saído às ruas para protestar contra a corrupção e o governo se unem na grande admiração pelo juiz de Maringá (PR), responsável pelas decisões da Operação Lava Jato na primeira instância. "Somos todos Moro", dizem cartazes nas manifestações por todo o país.
Para uma grande parte da população, Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, é um herói nacional.
Já simpatizantes do governo o acusam de "agir politicamente" e de inflar os ânimos da população de forma "irresponsável", favorecendo um "golpe" ao revelar o polêmico áudio de uma ligação entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, exatamente no dia marcado para a posse do ex-presidente como ministro-chefe da Casa Civil.

Segundo investigadores da Lava Jato, a ligação sugere que Lula foi nomeado ministro nesta quinta-feira para ter foro privilegiado e fugir do alcance de Moro. Dilma nega e acusa o juiz de "afrontar direitos e garantias da Presidência".
"Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição cometida pelo juiz autor do vazamento", diz nota emitida pelo Palácio do Planalto.
Para Moro, "havia justa causa e autorização legal para a interceptação" e o caso seria comparável ao do presidente americano Richard Nixon, que renunciou em 1974 acusado de obstrução da Justiça.

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil)

Lava Jato

Muito antes da disputa aberta com Dilma, Moro foi arrastado ao centro da crise política brasileira por fazer na Lava Jato algo sem precedentes: investigar, prender e condenar um grande número de empresários e políticos poderosos.
Até o ano passado, por exemplo, se alguém dissesse que o presidente da maior empreiteira do Brasil, Marcelo Odebrecht, iria para a cadeia por corrupção, poucos acreditariam (há algumas semanas, ele foi condenado por Moro a mais de 19 anos de prisão).
"Moro é parte de uma geração de juízes e promotores que se formou depois da ditadura e que tem uma visão democrática e republicana bastante consolidada", opina José Álvaro Moisés, diretor do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP.
"Ele desafiou essa lógica até então consolidada no Brasil de que quem tem recursos ou poder consegue escapar do alcance da lei."
Há quem tenha uma visão mais crítica – mesmo entre opositores do governo.
Alguns juristas, por exemplo, condenam algumas práticas do juiz na Lava Jato – como os que veem uso abusivo do mecanismo de prisões preventivas.
Mesmo a seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil soltou nota de repúdio às escutas de Lula, na qual diz que o procedimento é "típico de estados policiais".
"É fundamental que o Poder Judiciário, sobretudo no atual cenário de forte acirramento de ânimos, aja estritamente de acordo com a Constituição e não se deixe contaminar por paixões ideológicas", afirma o comunicado.


(Foto: BBC Brasil) 
 
Nos protestos antigoverno em São Paulo, cartazes e gritos de guerra homenageiam o juiz

Para Renato Perissinotto, cientista político da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Moro parece ter um senso de "missão" muito forte mas, no atual contexto, é natural que desenvolva certa "vaidade", que queira fazer "história" – e isso influencie seu trabalho.
"Apesar de aparentemente ele não ser partidário, sua atuação acaba tendo um caráter político", diz.
"Ao que tudo indica, essa operação (Lava Jato) vai pegar todo mundo. Vai colocar em xeque o próprio sistema político, que sempre funcionou com base em caixa 2. Mas o problema é que não sabemos o que vai surgir com o colapso do sistema. Pode não ser algo melhor. Podemos ter a ascensão de um líder radical. Enfim, tudo é possível. "
Tido como sério e reservado – mas com um senso de humor refinado – Moro é filho de um professor de geografia e cresceu em uma família de classe média de Maringá.
Ele se formou em Direito em 1995 na Universidade Estadual de Maringá. E em uma palestra para estudantes, recentemente, confessou que até mais da metade do curso se questionava se havia feito a escolha certa.
Mas se havia dúvidas, elas parecem ter durado pouco. Em 1996, com apenas 24 anos, Moro passou em um concurso para se tornar juiz federal. Fez mestrado e doutorado, estudou na escola de direito de Harvard e participou de programas de estudos sobre o combate à lavagem de dinheiro do Departamento de Estado dos EUA.
"Ele é extremamente estudioso e as experiências internacionais parecem ter ajudado muito em sua formação. Cada vez que viaja volta com um monte de livros", diz Carlos Zucolotto, amigo de Moro e de sua mulher, Rosângela, que chegou a trabalhar em seu escritório de direito trabalhista no Paraná.

(Foto: Getty)

Governo diz que acionará juiz por tornar públicas conversas entre Lula e Dilma

Em 2003, com apenas 31 anos, Moro pegou seu primeiro grande caso: o Banestado, que investigou a remessa ilegal de US$ 30 bilhões ao exterior entre 1996 e 2002.
Em 2004, participou da Operação Farol da Colina, na qual dezenas de doleiros foram presos. E, em função dessas duas experiências, em 2012 foi convocado pela ministra Rosa Weber para auxiliá-la na investigação do mensalão.
"Ele dava aula na UFPR, que tem muitos acadêmicos de esquerda, e lembro que sua atuação no mensalão causou um certo mal-estar", diz um jurista do Paraná.
Hoje, sites e blogs de esquerda acusam o magistrado de ter ligações com a oposição. Um deles chegou a publicar que sua mulher seria advogada de um político do PSDB – o que ela nega. Outro diz que o pai do juiz teria sido filiado.
"Conheço a família há muitos anos e posso garantir que essas acusações são absurdas e já foram desmentidas", diz Zucolotto. "Nenhum deles tem ligações com partido algum."
Um bom ponto de partida para se tentar entender a cabeça de Moro é o artigo que ele publicou em 2004 na Revista Jurídica do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) sobre a megaoperação italiana conhecida como Mãos Limpas (Mani Pulite), que precipitou o colapso dos partidos tradicionais desse país e serviu de inspiração para a Lava Jato.

  (Foto: Ag. Brasil)
Moro tem usado largamente instrumentos como delação premiada e prisão preventivas

Lá, ele defende práticas e princípios que, mais tarde, gerariam alguma polêmica também no Brasil, como o uso das delações premiadas e das prisões preventivas para se avançar nas investigações, os vazamentos à imprensa e a importância de uma opinião pública engajada para o sucesso da operação.
"Sobre a delação premiada, não se está traindo a pátria ou alguma espécie de 'resistência francesa'", escreveu o juiz em 2004.
"Um criminoso que confessa um crime e revela a participação de outros, embora movido por interesses próprios, colabora com a Justiça e com a aplicação das leis de um país."
Para um jurista crítico, que frequentou a UFPR quando Moro era professor, "ele sabe que para conseguir as informações necessárias para avançar rapidamente nas investigações precisa agir ali no fio da navalha, no limite da legalidade, sempre justificando suas escolhas".
Sobre os vazamentos à imprensa, por exemplo, o juiz defendeu o seguinte no artigo da CEJ:
"A publicidade conferida às investigações teve o efeito salutar de alertar os investigados em potencial sobre o aumento da massa de informações nas mãos dos magistrados, favorecendo novas confissões e colaborações. Mais importante: garantiu o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas obstruíssem o trabalho dos magistrados, o que, como visto, de fato foi tentado."
No texto, Moro estava se referindo à Operação Mãos Limpas. Mas não é difícil ver como as suas justificativas para os vazamentos das ligações de Lula cabem hoje nesse mesmo raciocínio.

*Colaborou Camilla Costa, da BBC Brasil em Londres

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Justiça do RJ derruba segunda liminar e Lula assume ministério


Ex-presidente passa, então, a assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil

Ex-Presidente Lula, durante cerimônia de posse dos novos ministros, em Brasília (17)
Ex-Presidente Lula, durante cerimônia de posse dos novos ministros, em Brasília (17)(Evaristo Sa/AFP)

O desembargador Reis Friede, do Tribunal Regional Federal da 2ª região, no Rio de Janeiro, suspendeu a liminar da Justiça Federal do Rio de Janeiro que suspendia a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil. Com a queda das duas liminares que impediam o petista de assumir o ministério, Lula pode exercer suas funções como chefe do ministério mais importante. Na quarta-feira, a Justiça do Distrito Federal derrubou a liminar da Justiça Federal de Brasília.

Até agora, há dez ações no STF que questionam a posse de Lula na Casa Civil. Elas foram propostas por partidos de oposição - PSDB, PSB e PPS - e também por pessoas comuns, advogados e entidades. A maioria delas, seis, está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes. "Os advogados do ex-presidente devem ser notificados sobre a decisão do TRF2 e ele passa, automaticamente, a assumir o cargo", explica o advogado e professor da Faculdade de Direito do Mackenzie Gustavo Nicolau.

Publicidade Justiça do DF derruba uma das liminares contra posse de Lula
Na decisão, Friede entendeu que o juiz de primeiro grau "não é competente para analisar o pedido apresentado na ação popular, uma vez que este impugna ato privativo de Presidente da República, o qual deve ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal". O vice-presidente também disse que a liminar poderia acarretar grave lesão à ordem e à economia públicas, "tendo em vista o risco de agravamento da crise político-social que a nação atravessa".

Diante do "clamor social" que vivemos, segundo o vice-presidente do TRF2, o poder Judiciário não pode se deixar levar por questões políticas, mas deve se basear na Constituição. "Os atos administrativos gozam de presunção de legalidade, veracidade e legitimidade", ressaltou.

(Da redação)
 
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Janot foi avisado e deu aval para divulgar áudios de Lula

Rodrigo Janot

Janot foi avisado e deu aval para divulgar áudios de Lula, diz Folha; PGR nega

Segundo investigadores de Curitiba ouvidos pelo jornal, primeiro foram avisados integrantes do grupo da PGR sobre a existência e o conteúdo geral dos áudios envolvendo o ex-presidente
A PGR negou que tivesse conhecimento dos áudios de forma antecipada, isto é, antes de eles serem divulgados na quarta-feira (16). Segundo investigadores de Curitiba ouvidos pelo jornal, primeiro foram avisados integrantes do grupo da PGR sobre a existência e o conteúdo geral dos áudios envolvendo o ex-presidente. A informação teria sido imediatamente levada a Janot, que, da Europa, onde está em viagem oficial, teria dado o sinal verde para procuradores de Curitiba pedirem o fim do sigilo sobre o conteúdo dos grampos do ex-presidente. Porém, Janot não foi informado sobre o telefonema entre Dilma Rousseff e Lula, porque ainda não havia sido juntado aos autos da PF. 
Hoje, Janot, indicou em Paris, na França, que considerará legais as escutas de Lula e Dilma. Segundo Janot, o fato da conversa com Dilma ter sido gravada por decisão de um juiz de primeira instância não representa um problema jurídico, já que ela não era alvo da interceptação. 
“Há uma decisão judicial que determina escutas telefônicas. As pessoas que ligam para o alvo [da interceptação, no caso Lula] não são o objeto da escuta. Se as pessoas ligam para ele, a escuta em curso vai captar a conversa”, disse o procurador-geral. "Se o alvo da diligência não tiver prerrogativa de foro, o juiz correto e competente é o de 1° grau”. Já sobre o horário da gravação, Janot disse que precisa saber que horário a operadora de telefonia foi avisada para interromper as gravações. A partir desse momento, a escuta é ilegal.

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Moro rebate Dilma: Nem presidente tem ‘privilégio absoluto’ de sigilo


Magistrado ressalta que a petista foi flagrada fortuitamente e atestou legalidade dos grampos

Juiz Sergio Moro, em Curitiba
Juiz Sergio Moro, em Curitiba(Vagner Rosario/VEJA)
Um dia depois da revelação de que a presidente Dilma Rousseff atuou para blindar o aliado político e antecessor Luiz Inácio Lula da Silva no ministério da Casa Civil, o juiz federal Sergio Moro, alvo implacável de ataques durante a cerimônia de posse do petista, disse nesta quinta-feira que não há irregularidades no fato de a mandatária do país ter sido flagrada fortuitamente em um grampo telefônico. Dilma não é investigada oficialmente na Operação Lava Jato, mas seu antecessor - este sim alvo de escutas telefônicas - é objeto de apurações por suspeitas de ter recebido favores e benesses de empreiteiras investigadas no maior escândalo de corrupção do país.
"A circunstância do diálogo ter por interlocutor autoridade com foro privilegiado não altera o quadro, pois o interceptado era o investigado e não a autoridade, sendo a comunicação interceptada fortuitamente", explicou Moro. "Nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações, aqui colhidas apenas fortuitamente", rebateu ele.
Em novo despacho, o juiz ainda atestou a legalidade do monitoramento da conversa em que a presidente Dilma Rousseff afirma a Lula que ele deve assinar o termo de posse na casa Civil "em caso de necessidade". O veredicto do juiz foi considerado necessário depois de indicativos de que haveria um lapso temporal entre a decisão de interromper os grampos e a implementação da ordem junto às operadoras de telefonia. "Como havia justa causa e autorização legal para a interceptação, não vislumbro maiores problemas no ocorrido", resumiu. "Não é ainda o caso de exclusão do diálogo considerando o seu conteúdo relevante no contexto das investigações", disse Sergio Moro.
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Moro havia determinado às 12h18 desta quarta-feira a suspensão dos grampos instalados para monitorar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e interlocutores do petista. A conversa antirrepublicana entre Lula e Dilma, em que a presidente fala que o termo de posse só deve ser utilizado "em caso de necessidade", ocorreu às 13h32 por meio do celular de Valmir, registrado na operadora Claro. Neste horário, Sergio Moro já havia determinado que os grampos fossem suspensos. Um analista da Polícia Federal encaminhou email para o departamento jurídico da Claro às 12h46 para cumprimento imediato da decisão do juiz.
Em despacho desta quarta-feira, o juiz já havia afirmado que autoridades com foro privilegiado, como a presidente Dilma Rousseff, não foram grampeados, e seus diálogos foram "colhidos fortuitamente". "Como tenho decidido em todos os casos semelhantes da assim denominada Operação Lava Jato, tratando o processo de apuração de possíveis crimes contra a Administração Pública, o interesse público e a previsão constitucional de publicidade dos processos impedem a imposição da continuidade de sigilo sobre autos", disse o magistrado. "O levantamento propiciará assim não só o exercício da ampla defesa pelos investigados, mas também o saudável escrutínio público sobre a atuação da Administração Pública e da própria Justiça criminal. A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras", completou o juiz.
A Polícia Federal considera que seu papel nas investigações é apresentar à justiça todas as informações colhidas, cabendo à justiça a decisão sobre a utilização das informações. Em nota, a corporação disse que "a interrupção de interceptações telefônicas é realizada pelas próprias empresas de telefonia móvel" e informou que "até o cumprimento da decisão judicial pela companhia telefônica, foram interceptadas algumas ligações".

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Tropa de Choque retira manifestantes que interditam a Av. Paulista


Atos a favor da presidente Dilma Rousseff estão marcados para esta sexta-feira a poucos metros de onde os grupos anti-governo estavam acampados


PM aciona Choque para desobstruir a avenida, manifestantes pró-impeachment mantêm avenida Paulista bloqueada - Lideranças do grupo que ocupa a avenida disseram na madrugada desta sexta-feira (18) que não vão deixar o local até o impeachment ou renúncia da presidente Dilma Rousseff
PM aciona Choque para desobstruir a avenida, manifestantes pró-impeachment mantêm avenida Paulista bloqueada - Lideranças do grupo que ocupa a avenida disseram na madrugada desta sexta-feira (18) que não vão deixar o local até o impeachment ou renúncia da presidente Dilma Rousseff(Zanone Fraissat/Folhapress)
A Tropa de Choque da Polícia Militar retirou à força na manhã desta sexta-feira os manifestantes contra o governo da presidente Dilma Rousseff que estavam acampados na Avenida Paulista por 40 horas. Por volta das 9h, os carros da polícia avançaram com jato d'água para dispersar as pessoas que protestavam em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Alguns integrantes do grupo expulso se deslocaram para a avenida Nove de Julho, não muito longe dali.
Nesta quinta-feira, a Polícia Militar orientou os manifestantes anti-Dilma a deixarem a via. Atos a favor da presidente já estavam agendados para esta sexta-feira por representantes da CUT, da Central de Movimentos Populares, da Central dos Trabalhadores do Brasil, da UNE, e pelo presidente estadual do PT. Eles devem ocorrer em frente ao Masp, também na Avenida Paulista - a pouco mais de 200 metros de onde as pessoas acampavam.
Apesar de terem sido retirados à força, os manifestantes que se concentravam próximos à Fiesp por volta das 10h prometiam respeitar o ato petista a favor do governo, programado para esta tarde. Segundo eles, o grupo anti-Dilma voltaria à Paulista, no entanto, às 21h desta sexta-feira para dar sequência ao longo ato em que pedem o fim da corrupção e o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
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O desempregado Flávio de Nóbrega não faz parte de qualquer movimento organizado e foi forçado a deixar a Paulista nesta manhã. "Queríamos ficar aqui, mas a PM não garantiu nossa segurança e, a princípio, só poderemos voltar às 21h. Não temos intenção nenhuma de entrar em confronto com o outro lado, até porque não representamos um só lado". Ele disse que era empresário e perdeu emprego recentemente. Ele está meio que liderando um grupo de 20 pessoas que seguem na Fiesp.
Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não permitiu que grupos pró-Dilma se manifestassem na Paulista no dia 13 de março, quando grupos que iam defender o impeachment da petista foram às ruas. O argumento usado era de que a manifestação pró-impeachment foi marcada antes e era preciso todo cuidado para evitar o confronto entre grupos antagônicos.
A Constituição Federal garante o direito de reuniões pacíficas, sem armas, em locais abertos ao público, (art. 5°, XVI) independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que "reconhece o direito à livre manifestação" e que planejou "o mesmo esquema de segurança realizado para as manifestações do último domingo", quando mais 1,4 milhão de pessoas se reuniram na avenida. A SSP disse ainda que, embora as entidades esperem apenas entre 100.000 e 200.000 pessoas nesta sexta, "o efetivo policial será o mesmo da manifestação do dia 13".
(Da redação)

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Bandidos explodem Banco do Brasil em Iaçu-BA.

Um grupo de homens fortemente armados explodiu caixas eletrônicos de uma agência bancária no município de Iaçu, na madrugada desta sexta-feira (18). Segundo informações da delegacia da cidade, o banco ficou parcialmente destruído após as explosões. 

Ainda de acordo com a polícia, os criminosos colocaram “miguelitos”, materiais pontiagudos para furar pneus de carros, próximo à delegacia, como forma de atrasar a ação dos policiais. Equipes realizam rondas em busca dos bandidos, mas até por volta das 9h desta quarta-feira ninguém havia sido preso. A polícia informou que o banco segue interditado e que ainda não foi possível determinar a quantia levada. [Iaçu Notícias]
 
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Mercado já vê impeachment como cenário mais provável


Probabilidade de interrupção do mandato de Dilma ganhou força devido às manifestações de domingo e pela revelação das gravações telefônicas entre ela e Lula

Presidente Dilma Rousseff concede coletiva de imprensa em Brasília (DF) nesta quarta-feira (16)
Presidente Dilma Rousseff em coletiva de imprensa em Brasília (DF) (Evaristo Sá/AFP)
A previsão de parte dos analistas para a economia já considera o impeachment da presidente Dilma Rousseff como o cenário mais provável. A probabilidade de interrupção do mandato da petista ganhou força nos últimos dias devido às manifestações de domingo e pela revelação das gravações telefônicas envolvendo Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na quinta-feira, a consultoria americana Eurasia elevou de 65% para 75% a possibilidade de a presidente Dilma não terminar o seu mandato, de acordo com o relatório. Segundo o documento, a votação do impeachment no Congresso deve ocorrer em maio. No começo do mês, a Eurasia estimava em 40% as chances de Dilma não terminar o mandato, porcentual que foi subindo de forma rápida nas últimas semanas.
A consultoria estima que Dilma tem hoje entre 85 e 90 deputados de esquerda que vão votar contra o impeachment, principalmente por motivos ideológicos. Para que o impedimento não seja aprovado, ela precisa de 172 dos 513 votos da casa. Ou seja, a presidente precisaria convencer 80 de 260 parlamentares de partidos de centro a não abandonarem o governo.
A expectativa por um novo governo tem ficado evidente no mercado financeiro. Apenas em março a Bolsa subiu 18,98%, e o dólar recuou 8,78%. Na leitura dos analistas, um novo governo poderia fazer com que os ajustes considerados necessários saíssem do papel.
Na segunda-feira, dia seguinte às manifestações, a Tendências Consultoria Integrada também passou a enxergar um risco maior de interrupção do governo. A probabilidade de um impeachment ocorrer já no primeiro semestre aumentou de 55% para 70%. O cenário engloba uma interrupção do mandato da presidente pelo impeachment ou pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Esse cenário é bastante parecido com o da MB Associados. Segundo a consultoria, a probabilidade de interrupção do mandato da presidente é de 70%. "Esperamos que a queda (da presidente) se dê no máximo até metade do ano, mas, pelos acontecimentos, parece que será antes disso", afirmou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.
O cenário da MCM também foi alterado depois da divulgação das gravações de conversas telefônicas do ex-presidente Lula. "Sérgio Moro explodiu o governo Dilma e o ex-presidente Lula. Talvez, tenha se explodido também", disseram os analistas, acrescentando que Moro será submetido a um processo junto ao Conselho Nacional de Justiça e pode ser punido.

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quinta-feira, 17 de março de 2016

LULA E SUA POSSE

 Manifestantes se reúnem em frente ao Palácio do Planalto, DF

Lula toma posse em meio a protestos; acompanhe

Participam desta cobertura os repórteres Laryssa Borges, Felipe Frazão, Marcela Mattos e João Pedroso de Campos, de Brasília
  1. 11h29 - Lula acena da janela para militantes.
  2. 11h24 - Lula é abraçado por militantes e apoiadores. O novo ministro da Casa Civil faz selfies com os presentes.
  3. 11h23 - Dilma já saiu para o gabinete e não ficou para cumprimentos a Lula.
  4. 11h22 - Polícia Legislativa faz barreiras nas entradas do anexo e da garagem lateral do Senado. Manifestantes anti-PT estão concentrados perto dali, isolados do Palácio do Planalto por um cordão de policiais militares e outro da cavalaria.
  5. 11h21 - Às 10h38 da manhã desta quinta-feira, uma desgastada presidente da República sacramentou o salvo-conduto – ainda que temporário – do antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva. Com o ato de Dilma Rousseff, Lula inaugura hoje o terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto, escanteando a desgastada Dilma à condição de “presidente emérita”.
  6. 11h19 - Dilma encerra posse com abraço em Lula.
  7. 11h18 - A hashtag #QuedaDoPlanalto está no topo do trending topics do Twitter nesta manhã.

  8. 11h12 - Dilma grita ao defender 'caráter republicano' da conversa com lula
  9. 11h10 - Dilma: "Não há Justiça quando leis são desrespeitadas".
  10. 11h09 - Militantes gritam 'Moro na cadeia'.
  11. 11h08 - Durante discurso com fortes ataques de Dilma à Lava Jato, claque responde com 'Moro golpista'.
  12. 11h07 - O ministro Jaques Wagner viajou para a Bahia na quarta-feira e ainda não chegou à cerimônia de posse antecipada pela Presidência, para garantir o foro privilegiado ao ex-presidente Lula. Wagner deveria chegar, atrasado, por volta das 11h. Segundo Dilma, ele vem em voo de carreira.

  13. 11h05 - Ao iniciar discurso sobre Lula,Dilma afirmou que “as dificuldades muitas vezes costumam criar grandes oportunidades. As circunstâncias atuais me dão a magnífica chance de trazer para o governo o maior líder político desse país”.
  14. 11h03 - Militantes do MST e CUT já interromperam duas vezes o discurso de Dilma com gritos contra a Rede Globo. Nem uma palavra de Dilma para conter os ataques.
  15. 11h02 - Durante a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, ocorrem panelaços no bairro dos Jardins e de Moema e na Avenida Nove de Julho, ambas em São Paulo, no bairro de Copacabana, no Rio, e em Boa Viagem,bairro nobre do município de Niterói, no Rio de Janeiro.

  16. 10h59 - Depois de o ex-presidente Lula ter afirmado, em grampos autorizados pelo juiz Sergio Moro, que “temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, um STJ totalmente acovardado e um Parlamento totalmente acovardado”, o presidente da Terceira Turma do STJ, ministro João Otávio de Noronha, rebateu hoje o petista e disse ser “estarrecedores a ironia e o cinismo dos que cometem delitos”. “Essa não é uma Casa de covardes, é uma Casade juízes íntegros”, afirmou ele. Nas investigações da Lava Jato, o senador e delator Delcídio do Amaral revelou que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula atuaram diretamente para atrapalhar as investigações sobre o petrolão. No caso da petista, disse Delcídio, a estratégia era nomear o desembargador Marcelo Ribeiro Navarro Dantas para o STJ com a missão de libertar empreiteiros presos por ordem de Moro. Navarro Dantas acabou isoladona Quinta Turma do STJ e naufragou a operação para livrar os executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez.
  17. 10h58 - "Seja bem-vindo, querido companheiro ministro Luiz Inácio, ministro Lula".
  18. 10h57 - Dilma saúda Lula como 'maior líder político deste país.
  19. 10h55 - Dilma está repetindo a Eugênio Aragão parte do discurso que fez semanas atrás na posse de Wellington Cesar Lima e Silva. Ela fala sobre prioridades do Ministério da Justiça. Não falou, porém, sobre respeito à independência dos poderes e à autonomia da Polícia Federal. Há um temor entre delegados e agentes policiais de que Aragão, tratado por Lula como "nosso amigo" quando ainda era subprocurador-geral da República, interfira na Operação Lava Jato.
     
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quarta-feira, 16 de março de 2016

Manifestantes protestam no Planalto contra nomeação de Lula


Protestos contra Lula em Brasília
Protestos contra Lula em Brasília(Felipe Frazão/VEJA)
Manifestantes se reuniram nesta quarta-feira em frente ao Palácio do Planalto para protestar contra a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil. O ato foi organizado pelas redes sociais pelo Movimento Brasil Livre, um dos que convocaram a megamanifestação de domingo contra o governo e o PT. Ao lado de deputados de oposição, os manifestantes cercaram a sede do governo aos gritos de 'Lula ladrão'. Eles gritam ainda 'Fora PT' e carregam faixas com nome do juiz federal Sergio Moro e bonecos Pixuleco. Homens do Exército que formam a tropa de choque da guarda presidencial fechou acesso ao Planalto.
Entre os deputados que estiveram presentes ao ato estão Pauderney Avelino (DEM), Rubens Bueno (PPS), Rocha (PSDB) e Darcisio Perondi (PMDB). Eles logo retornaram ao Congresso, com exceção do deputado Jair Bolsonaro, que tirou fotos com manifestantes. A equipe de militares da guarda pessoal de Dilma coordena de perto a segurança do Palácio do Planalto. As entradas foram bloqueadas por homens armados com escudos, bombas de efeito moral e escopetas com munição de borracha. Permanecem no local insulflando os antipestistas deputados como Sóstenes Cavalcanti, Major Olímpio e Eduardo Bolsonaro. Eles gritam palavras de ordem e "Lula ladrão seu lugar é na prisão ". Um grupo de petistas, em menor quantidade, rebate. Os grupos se posicionaram na Praça dos Três Poderes. O deputado Carlos Marum, da ala oposicionista do PMDB, foi cercado e expulso por manifestantes. Ele vestia uma gravata vermelha. A manifestação cresceu e PMs disparam spray de pimenta para dispersar os presentes. (Felipe Frazão, de Brasília)

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A JARARACA FUNGINDO DE MORO!!!!

Disfarçado de ministro da Casa Civil, Lula assume seu terceiro mandato (e foge de Moro)

Para manter o projeto de poder do partido, Dilma simbolicamente passa a faixa ao antecessor. Oficialmente, o ex-presidente-ministro terá como grande meta sufocar o impeachment

Dilma e Lula
Dilma e Lula: para não cair, ela entrega o governo ao antecessor(VEJA.com/Divulgação)
Alvo de uma denúncia por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica e na mira da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta quarta-feira assumir o Ministério da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. A manobra garante ao petista foro privilegiado - e o livra das mãos do juiz federal Sergio Moro, que conduz as ações da Lava Jato em Curitiba. Já Dilma, que há muito não governa, apenas se contorce em manobras para permanecer no cargo, entrega ao antecessor o pouco poder que lhe restava. A nomeação de Lula, oficialmente tratada pelo governo como uma estratégia para evitar o impeachment, coloca o petista no mais importante ministério do governo - pasta que o PT transformou em uma usina de escândalos desde que chegou ao poder. Pouco mais de cinco anos após tomar posse pela primeira vez, Dilma inverte a propalada 'faxina' a que deu início quando assumiu a Presidência: em vez de expulsar do governo alguém pilhado em malfeitos, a presidente abre as portas do Planalto a quem foge da Justiça.
Depois de dias de negociação, o martelo sobre a questão foi batido durante o café da manhã no Palácio do Planalto. A informação foi confirmada por parlamentares petistas pouco após a reunião, na Câmara dos Deputados. O Palácio do Planalto se pronunciou cerca de duas horas depois, por meio de nota, confirmando a alteração e anunciando ainda o peemedebista Mauro Lopes na Secretaria de Aviação Civil. Embora a presidente tenha simbolicamente entregado a faixa ao seu padrinho político, o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), afirmou que a nomeação não reduzirá o poder da presidente Dilma Rousseff. "Lula vai ajudar a impedir o impeachment", disse. Segundo o petista, a decisão não transformará a presidente em uma "rainha da Inglaterra". Ou seja, alguém cujo poder é meramente simbólico. Pelo Twitter, o deputado José Guimarães (PT-CE) afirmou: "Ministro Wagner, no dia de seu aniversário, mostra grandeza e desprendimento ao deixar a Casa Civil! Lula novo ministro da pasta!". Jaques Wagner, o ministro aniversariante que acaba de perder o emprego, foi alocado na chefia de gabinete de Dilma. O presidente do PT, Rui Falcão, anunciou também pelas redes sociais que a posse de Lula será na próxima terça-feira.
A avaliação do governo é que a nomeação de Lula para a Casa Civil não estanca a crise política, já que, segundo um aliado do Planalto,"ainda é preciso administrar o problema Mercadante". O atual titular da Educação foi flagrado em gravações tentando comprar o silêncio do senador Delcídio do Amaral, como revelou VEJA na terça-feira. Nos bastidores, calcula-se que a ida de Lula para a Casa Civil deve provocar um rearranjo ministerial, a começar justamente pela Educação. Lula e Mercadante sempre foram desafetos e o ex-presidente já teria pedido a cabeça do colega de partido, um dos maiores aliados da presidente Dilma no governo. Com a saída de Mercadante, Lula ficaria ainda com uma pasta de orçamento polpudo nas mãos para dar início à sua articulação política.
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Na noite de quarta-feira, parlamentares especulavam que a Educação pudesse ser oferecida justamente ao PMDB do Senado, Casa que será o fiel da balança no processo de impeachment. "90% da atual crise está localizada no Congresso. Agora, Dilma contratou Pep Guardiola, o melhor técnico do mundo, para cuidar de seus jogadores", afirma o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE), vice-líder do governo na Câmara.
Nos bastidores, governistas dão como certo que Lula embarca na Casa Civil já com as linhas gerais para montar uma entourage de aliados. Uma das hipóteses defendidas pelo petista seria abrigar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles de volta na equipe econômica. Desde que protagonizou o embate pela queda do ex-chefe da Fazenda Joaquim Levy, Lula articulava pelo retorno de Meirelles. Com poderes de um terceiro mandato travestido de ministério, as pressões serão cada vez mais evidentes. "Você acha que o Lula, assumindo o comando do time do governo, não vai querer montar a sua própria equipe?", confidenciou um aliado. "Não é simplesmente a vinda para a articulação política. O presidente vem mexer no governo, dar uma sacudida", disse o deputado petista Wadih Damous (PT-RJ), um dos mais ferrenhos defensores do Planalto no Congresso.
A estratégia de blindagem de Lula ao conquistar foro privilegiado assumindo um ministério foi inaugurada pelo próprio ex-presidente petista, que em 2004 fez uma manobra para proteger o mesmo Meirelles de ser investigado por suspeitas de fraude em contratos para ocultar o crescimento exponencial do patrimônio. Na época, para evitar que o então chefe da autoridade monetária pudesse ter seus sigilos quebrados por ordem da justiça, Lula editou uma medida provisória conferindo status de ministro ao cargo de presidente do Banco Central e levou o caso para o Supremo Tribunal Federal. No STF, o episódio envolvendo Meirelles, suspeito de crime contra a ordem tributária, acabou arquivado.
Nas conversas que teve antes de aceitar assumir a Casa Civil, Lula defendeu ainda nomes de seu interesse para, se não assumirem cargos oficiais no governo, pelo menos orbitarem uma composição extraoficial de consultores. Um desses nomes seria o ex-presidente do Supremo Nelson Jobim. Atualmente, Jobim já atua como o mentor da estratégia de defesa das empreiteiras enroladas na Operação Lava Jato e, com essa função, ele seria mais útil do que, pelo menos oficialmente, se assumisse um cargo de primeiro escalão na administração dilmista. Com Lula sendo ele próprio um dos alvos principais das apurações do petrolão, Jobim atuaria mais do que nunca na linha de frente no "controle de danos" na Lava Jato.
O ministério assumido por Lula articula o funcionamento interno do governo e os interesses do Planalto no Congresso. Caberá ao ex-presidente, que costuma indicar ministros a Dilma Rousseff, referendar ou não nomeações a diretorias de estatais e a cargos no segundo e terceiro escalões do governo. A liberação de emendas parlamentares, decisiva em votações de interesse da Presidência no Congresso, e a negociação delas com os parlamentares serão outras das atribuições de Lula. O ex-presidente também deverá acompanhar o andamento de grandes obras e projetos do governo, como a usina de Belo Monte e o Minha Casa Minha Vida.

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Maioria do STF rejeita recursos e mantém rito de impeachment

Ministro Luis Roberto Barroso afirmou que, ao contrário do que alegou a Câmara, não existe "omissão, contradição ou obscuridade" nas decisões tomadas pela corte

O plenário do STF decide na sessão plenária desta quarta-feira (2) se recebe denúncia contra Eduardo Cunha
O plenário do STF (Nelson Jr./SCO/STF/Divulgação)
A maioria do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quarta-feira os recursos apresentados pela Câmara dos Deputados contra o rito de impeachment estabelecido pela corte. O julgamento ainda não foi concluído. Em suas sessões plenárias em 16 e 17 de dezembro, às vésperas do recesso do Judiciário, os ministros do STF haviam estabelecido regras para a tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e definido, por exemplo, que o plenário do Senado Federal tem poderes para barrar o processo de deposição da petista. Mais refratária à petista, a Câmara dos Deputados, comandada pelo peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria a função, segundo o julgamento, de apenas analisar a admissibilidade do pedido de impedimento da presidente.
Em meio ao esfacelamento do governo Dilma, em dezembro o STF garantiu parcial sobrevida ao segundo mandato de Dilma e praticamente zerou o processo de deposição ao decidir, por exemplo, anular a eleição da comissão formada na Câmara para analisar o pedido de impeachment. Aproveitando o esgarçamento da base alinhada ao Palácio do Planalto, uma chapa alternativa foi eleita para elaborar o parecer prévio sobre o processo de deposição da petista, mas o Supremo invalidou a votação. A corte entendeu que a eleição para este colegiado tem de ser aberta e concluiu que apenas uma chapa seria possível, já que haveria indicações formalizadas por todos os partidos e, portanto, representantes de todas as legendas estariam presentes neste grupo de deputados.
Assim que o veredicto do STF foi anunciado, o presidente da Câmara Eduardo Cunha apresentou recursos questionando três pontos principais do julgamento: o papel do Senado no processo de impeachment, o direito a candidaturas avulsas para a formação da comissão especial do impeachment e a necessidade de voto aberto para a eleição do mesmo colegiado.
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Na mesma sessão em 17 de dezembro, o Supremo decidiu que o afastamento da presidente ocorre apenas após abertura da ação de impedimento pelo Senado, Casa devastada pela recente delação do ex-líder do governo Delcídio do Amaral. Pela decisão do Supremo, confirmada pela maioria dos ministros nesta quarta, o Senado tem protagonismo no processo de impeachment e não se limita a ratificar a decisão já tomada pelos deputados federais.
O artigo 86 da Constituição estabelece que, "admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento (...) perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade". O governo ainda considera sua base aliada no Senado mais confiável do que a Casa presidida por Eduardo Cunha.
No julgamento desta quarta-feira, o ministro Luis Roberto Barroso afirmou que, ao contrário do que alegou a Câmara, não existe "omissão, contradição ou obscuridade" nas decisões tomadas pelo STF na ocasião. Para ele, a Casa Legislativa, comandada pelo desafeto do governo Eduardo Cunha, pretendia, sem razão, rediscutir um tema já arbitrado pela Justiça, apresentando recursos com roupagem jurídica apenas por não concordar com o resultado do julgamento. "Ainda que a embargante [Câmara dos Deputados] discorde das decisões alcançadas pelo tribunal, não pode pretender revê-las por meio de embargos de declaração", disse Barroso.

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