“Aceitar
essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido
com o atraso do processo. Ao fim e ao cabo, não cabe ao presidente
do
Senado Federal dizer se o processo é justo ou injusto”, disse o
presidente do Senado | FOTO: Reprodução/Agência Brasil |
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou há pouco a
decisão de manter o trâmite do processo de impeachment da presidenta
Dilma Rousseff no Senado. Renan decidiu ignorar a decisão do presidente
em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), que
anulou a sessão da Câmara que aprovou a continuidade do processo. Renan
Calheiros disse que não procede a argumentação de Waldir Maranhão sobre a
forma que a decisão da Câmara deveria ter sido comunicada ao Senado.
“Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente
comprometido com o atraso do processo. Ao fim e ao cabo, não cabe ao
presidente do Senado Federal dizer se o processo é justo ou injusto”,
disse o presidente do Senado. Com isso, Renan Calheiros determinou que o
relator do processo na Comissão Especial do Impeachment do Senado,
Antonio Anastasia (PSDB-MG), faça a leitura do seu relatório pela
admissibilidade do processo no plenário da Casa. Após a leitura,
começará a contar o prazo de 48 horas para que os senadores votem a
admissibilidade e o afastamento imediato da presidenta, o que deve
ocorrer na quarta-feira (11).
Vícios no processo
O presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), anulou hoje (9) as sessões do dias 15, 16 e 17 de abril, quando os deputados federais aprovaram a continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele acatou pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). A informação é da presidência da Câmara. Com a aprovação na Câmara, o processo seguiu para o Senado. Waldir Maranhão solicitou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a devolução dos autos do processo. O presidente interino da Câmara determinou nova sessão para votação do processo de impeachment na Casa, a contar de cinco sessões a partir de hoje (9).
O presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), anulou hoje (9) as sessões do dias 15, 16 e 17 de abril, quando os deputados federais aprovaram a continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele acatou pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). A informação é da presidência da Câmara. Com a aprovação na Câmara, o processo seguiu para o Senado. Waldir Maranhão solicitou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a devolução dos autos do processo. O presidente interino da Câmara determinou nova sessão para votação do processo de impeachment na Casa, a contar de cinco sessões a partir de hoje (9).
Waldir Maranhão, que assumiu a presidência após afastamento de
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu os argumentos do advogado-geral da
União (AGU), José Eduardo Cardozo, por entender que ocorreram vícios no
processo de votação, tornando-a nula. Ele considerou que os partidos
políticos não poderiam ter fechado questão ou orientado as bancadas a
votarem de um jeito ou de outro sobre o processo de impeachment. “Uma
vez que, no caso, [os deputados] deveriam votar de acordo com suas
convicções pessoais e livremente”, diz nota do presidente interino
divulgada à imprensa.
Maranhão também considera que os deputados não poderiam ter anunciado
publicamente os votos antes da votação em plenário em declarações dadas
à imprensa. Considerou ainda que o resultado da votação deveria ter
sido formalizado por resolução, como define o Regimento Interno da Casa.
Considerado aliado de Cunha na composição da Mesa Diretora, Waldir
Maranhão votou contra o prosseguimento do processo de impeachment de
Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Waldir Maranhão mudou de voto em
cima da hora, contrariando a orientação nacional do PP, seu partido.
Devido à atitude, o deputado foi destituído da presidência do diretório
estadual do partido no Maranhão. Maranhão também investigada na Operação
Lava Jato. Da Agência Brasil.
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