A presidente Dilma pode ser substituída pelo vice Michel Temer | FOTO: José Cruz/ABr |
Há grande possibilidade de que a presidente Dilma Rousseff (PT) seja
afastada do seu cargo na próxima quarta-feira (11), após a votação no
Senado para este fim. Nesta sexta-feira (6), os senadores da Comissão
Especial do Impeachment aceitaram a admissibilidade do processo por 15
votos a favor e apenas 5 contra, de um quórum de 21 parlamentares. Desde
a última segunda-feira (2), o processo tem sido acelerado pelos
senadores na comissão, que ouviu especialistas pró e contra o
impedimento.
Agora a peça segue para o plenário da Casa que, por maioria simples
(41 votos), pode afastar Dilma por 180 dias. Com o possível afastamento,
a presidente petista ficaria sem nenhum dos poderes inerentes ao cargo,
que passará para Michel Temer.
Dentro deste prazo, o impedimento será julgado definitivamente no
Senado, em sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF), Ricardo Lewandowski, sendo aprovado com dois terços da Casa (54
votos). Segundo juristas, ao assumir, Temer poderá fazer o que lhe
convier em relação ao governo, como exonerar os ministros escolhidos por
Rousseff e nomear novos integrantes. Inclusive, desde a votação na
Câmara de Deputados articulações nesse sentido já têm sido realizadas.
O uso da máquina pública, como advogados da Advocacia Geral da União e
aviões da Força Aérea Brasileira, ainda não está claramente negado, é
uma questão ainda a ser discutida. No entanto, já se sabe que o salário
de Dilma será cortado pela metade. Ela poderá, inclusive, continuar no
Palácio da Alvorada, mesmo impossibilitada de utilizar o gabinete
presidencial no Palácio do Planalto.
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