Os parlamentares alegam que a ida da presidente
para São Bernardo do Campo, um dia após a Operação Aletheia, não é um
compromisso de estado.
A
oposição contestou a visita de Dilma a Lula no sábado (05/03) e promete
ir à Justiça para ressarcir os custos da viagem aos cofres públicos. Os
parlamentares alegam que a ida da presidente para São Bernardo do
Campo, um dia após a Operação Aletheia, não é um compromisso de estado. A
petista usou um boeing e um helicóptero para prestar solidariedade ao
ex-presidente, alvo da 24ª fase da Lava Jato.
O líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino, afirma que a
viagem de Dilma foi política e não oficial: “Ela é chefe de estado e de
governo, não é presidente do PT. Nós queremos saber quem pagou isso, já
que não é vista de estado, é uma visita política, partidária e não
poderia usar os veículos à disposição do presidente da República”.
A presidente, que acenou diversas vezes para os militantes, ficou
cerca de uma hora no ABC junto com o ministro da Casa Civil, Jaques
Wagner. O deputado federal Vicentinho do PT descreveu ao repórter Victor
LaRegina como foi o encontro e disse que Dilma considerou a operação um
abuso: “Muito clima bom, solidariedade, companheirismo. A conversa não
girou em torno da situação. Foi primeiro uma reflexão sobre ao abuso de
Sérgio Moro, quando fez a condução coercitiva. Todos falamos que o Moro
abusou do poder que um juiz tem”.
Antes da chegada da presidente, Lula desceu do prédio e caminhou
entre os manifestantes, sem fazer nenhum pronunciamento. Os cerca de 300
militantes petistas que estiveram em São Bernardo do Campo focaram suas
críticas no juiz Sérgio Moro e no trabalho da imprensa.
http://jovempan.uol.com.br
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